Typefolio lança AdrianeText


(publicado originalmente na Rede LatinoAmericana de Diseño)

Os pessimistas podem pensar ser difícil produzir (ou pelo menos concorrer no mercado) tipografia na América Latina. O que dizer de um estado com uma das menores populações no Brasil e encravado na Amazônia? Pois é de lá que sai justamente a mais nova typefoundrye brasileira, com um trabalho aplaudível, para nos lembrar que não existem barreiras para o esforço e a qualidade.

Marconi G Lima, Diretor de Arte e Designer Gráfico há mais de 15 anos, fundador da Typefolio, e publisher do blog Tipograficamente, acaba de estrear o fruto de um trabalho da mais de dois anos, em torno de sua fonte Adriane Text, um trabalho com poucos precedentes no Brasil, dos quais pode-se contar nos dedos (de uma mão): vários estilos, variações e uso de extenso mapa de caracteres e recursos, esmero nos detalhes, na elegância computacional e na definição de uma identidade própria, coisa realmente difícil frente a um mercado ativo como o da tipografia digital.

Sobre sua criação, ele nos diz:

“Adriane text foi desenhada entre os anos de 2006 e 2007, e teve como objetivo principal torná-la adequada à composição de massa de texto. Por suas características pode ser classificada como uma fonte transicional, porém, detalhes em sua anatomia oferecem a fonte uma certa ‘personalidade’ – sem que isso a torne excessivamente ‘visível’ – e uma excelente legibilidade em corpos de tamanhos pequenos. A fonte possui um contraste médio e seu eixo é predominantemente vertical. A altura de x, e suas contraformas abertas dão extrema funcionalidade à composição tipográfica.

Adriane Text possui dois estilos: regular e bold, com suas respectivas versões itálicas, small caps, numerais em estilo antigos e alinhados, um extenso jogo de ligaturas para diferentes combinações. Além de ornamentos, dingbats e vários ampersands.

Sua versão itálica possui uma ‘fluidez’ que contrasta com a ‘severidade’ do romano e possui características especiais no seu desenho. O grau de inclinação entre as letras maiúsculas e minúsculas da itálica são ligeiramente diferentes, oferecendo assim, mais ‘ritmo’ ao texto. Para o uso em projetos tipográficos avançados, todas as partes da fonte estão acessíveis através das características da programação OpenType.”

Portanto, nem só de guaraná vive a Amazônia.

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