Europa quer banir buscas por bombas na web

A União Européia (UE) pode impedir que moradores da região realizem na internet buscas por instruções sobre como montar bombas. A aformação é de uma importante autoridade da área de segurança do bloco. Os provedores de internet também precisariam impedir o acesso a quaisquer sites que ofereçam instruções sobre a fabricação de uma bomba, disse em entrevista o comissário da Justiça e da Segurança da UE, Franco Frattini. “Pretendo realizar um exercício exploratório com o setor privado. Um exercício sobre a possibilidade de usarmos a tecnologia para impedir que as pessoas realizem buscas com ou que utilizem palavras perigosas como ‘bomba’, ‘assassinar’, ‘genocídio’ ou ‘terrorismo”‘, afirmou Frattini à Reuters. A Comissão Européia (Poder Executivo da UE) deve apresentar essa proposta aos países-membros no começo de novembro como parte de um pacote de medidas para o combate ao terrorismo. Entre essas medidas estão a análise dos dados particulares de passageiros de aviões que chegam a qualquer um dos 27 países do bloco e a criação de um sistema de alerta antecipado para avisar as forças policiais sobre o roubo de explosivos. Representantes do setor de Internet vão se reunir com representantes da UE na terça-feira, dia do sexto aniversário dos ataques de 11 de
setembro de 2001 realizados pela Al Qaeda contra os EUA. O encontro acontecerá no Fórum Europeu de Pesquisa e Inovação no Setor de Segurança. A Internet tornou-se uma ferramenta fundamental para os grupos extremistas, permitindo que compartilhem know-how, que disseminem propaganda para um grande número de pessoas e que mantenham em contato entre células de militantes. Questionado sobre se o plano de bloquear as buscas por instruções para a montagem de bombas ou por palavras como “terrorismo” nos instrumentos de busca da web não feriria a liberdade de expressão, Frattini respondeu: “Ensinar as pessoas a como fabricar uma bomba não tem relação nenhuma com a liberdade de expressão”. “O equilíbrio correto, na minha opinião, é aquele no qual se dá prioridade à proteção dos direitos absolutos, entre os quais se destaca o direito à vida”, afirmou o comissário na entrevista concedida por telefone. Segundo Frattini, a proibição não atingiria opiniões, análises ou informações históricas sobre o assunto, mas apenas as instruções operacionais usadas por terroristas.
AINDA ASSIM tão espinhoso quanto o assunto em si é a questão do cerceamento da informação, seja ela qual for, o que em principio pode levar a uma espécie de ditadura da verdade, em se alargando a atitude. é o problema altamento complexo e filosófico do “Conhecimento Proibido”, largamente exposto no livro de mesmo nome, de Roger Shattuck

fonte : Plantão INFO

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